Atletas paralímpicos treinaram na Runner São Caetano

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Na próxima quarta-feira, 7 de setembro, quando serão iniciadas as competições da Paralimpíadas Rio 2016, São Caetano do Sul poderá se sentir especialmente representada por por atletas da natação e do atletismo.

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Fabiano e Henrique: da equipe técnica paralímpica

 

É que os técnicos destas modalidades esportivas escolheram a Runner São Caetano para trabalhar o condicionamento físico de seus atletas nos últimos três anos. “Como para esta paralimpíada a comissão técnica é de São Paulo, precisávamos escolher um local para os treinos que fosse próximo.Na Runner São Caetano encontramos as condições ideais de acessibilidade e um ambiente muito amistoso”, avalia Henrique Oliveira, preparador físico da Comissão Técnica Paralímpica. Com isso, atletas paralímpicos de vários estados brasileiros moraram na cidade nos últimos anos.

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Ítalo:resistência respiratória

 

As expectativas para esta edição das paralimpíadas são as melhores. A expectativa dos atletas é tirar o Brasil da sétima posição mundial na conquista de medalhas paralímpicas para a quinta posição e, com isso, ficar mais próximos das maiores referências, Ucrânia e Estados Unidos. Nas dependências da academia Runner São Caetano os atletas treinaram musculação e natação.

Motivação como legado: E entre tantos campeões da superação dos próprios limites, o site Viver São Caetano destaca os exemplos de Clodoaldo Silva e de Susana Schnarndorf, ambos medalhistas da natação. Silva teve paralisia cerebral ao nascer por consequência da falta de oxigênio. A fatalidade afetou sua locomoção. Aos 16 anos começou a nadar e as competições iniciaram em 1998. Já em 2000, participou de sua primeira paralimpíada, em Sidney, na Austrália. De lá para cá não parou mais de acumular medalhas. “As paralimpíadas têm fortalecido cada vez mais o legado do respeito e da motivação às pessoas portadoras de deficiência. Com este evento é possível ver que a vida para nós não acaba. Apenas segue por caminhos mais difíceis, mas com grandes oportunidades”, ensina Silva.

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Susana: sede de medalhas

Ao contrário de Silva, que nasceu com limitações motoras, Susana foi surpreendida na fase  adulta,  aos  37 anos, por uma doença neurológica rara que provoca atrofia muscular,  batizada de MAS, sigla  para  Atrofia de Sistemas Múltiplos. O agravante desta notícia é que a  doença se instalou em uma  pessoa com  histórico campeão no atletismo. Susana já  acumulava inúmeras vitórias em provas de  airoman e  triathlon. “Comecei na natação aos  seis anos e aos 17 anos iniciei as competições de  triáthlon, que  seguiram até 2005, quando  descobri minha doença”, conta a atleta. Por três anos  Susana se dedicou a  tratamentos  intensos para combater a evolução da doença e em 2010 participou  do sua primeira    competição, no Canadá, quando bateu quatro recordes da natação paralímpica. Em  2013 foi  eleita a  Melhor Paratleta pelo Comitê Olímpico Brasileiro. Susana compete com apenas    40% de sua capacidade  respiratória e com baixa mobilidade do lado esquerdo do corpo. Ela  seguirá  em busca de novas  medalhas para exibir como exemplo de fibra aos três filhos que  moram em Porto  Alegre e  para cada  um  de nós, brasileiros, como prova de que enquanto há vida, há motivação para  lutar e vencer!

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