Bebê a bordo: mitos e verdades sobre a reação dos cães quando a família aumenta

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RicardoA chegada de um bebê, sem dúvida, modifica toda a rotina da família. Não apenas com os preparativos, durante o período de espera, mas principalmente após recebê-lo. Afinal, os cuidados e atenção se voltam totalmente para o bebê. Todas essas mudanças podem ser ainda mais delicadas quando há cães em casa. Muitos tutores ficam preocupados com a reação dos pets com a chegada do bebê, pois todo o ambiente será adaptado e é natural que os animais percebam a alteração na rotina. Assim, temendo um comportamento agressivo dos cães, pois alguns demonstram depressão e ciúmes. Sentimentos que, às vezes, não são tratados da forma correta. Para esclarecer as dúvidas e tornar esse processo mais saudável, o zootecnista e especialista em bem-estar animal, Renato Zanetti, separou alguns mitos e verdades para ajudar os tutores a agirem da melhor maneira durante essa nova fase. Confira:
1. Cães sentem ciúmes
Verdade (é um sentimento próximo ao ciúme). ‘Potencial de reter recursos’, este é o nome correto para este sentimento. O cão gosta de determinados objetos ou pessoas e vai fazer tudo para retê-los. O tutor é um recurso que vale a pena.

2. Cães ficam agressivos com a chegada do bebê
Mito.  O cão não ‘se torna’ agressivo porque há um novo integrante na família. Se a chegada do bebê não tiver sido bem planejada, ele pode ficar frustrado, entediado, ansioso, apreensivo com a nova situação, emoções que podem ser confundidas com agressividade.
3. Cães podem chamar a atenção com a chegada do bebê
Verdade. Ao perceber que a atenção (que antes era destinada exclusivamente ao cão) está sendo transferida para o bebê, o cão pode tentar resgatar esta atenção. Ele se valerá de comportamentos que realmente dão certo: latir, uivar, pular, etc. Pois, nestas situações, certamente os pais irão interagir com ele.
4. Cães sabem que a casa tem um novo integrante
Verdade. Não adianta disfarçar. Os cães sabem (pelo cheiro, pelos barulhinhos do bebê e pelo comportamento diferente dos pais) que há algo novo no ambiente. O melhor que se tem a fazer é agir de forma natural.
5. Cães e bebês podem ser grandes amigos
Verdade. Não é porque o cão perderá o reinado que ele não terá um bom convívio com o bebê. Ambos podem se tornar excelentes amigos. Há muitos mais relatos de amizade entre cães e filhos do que o oposto.
6. Devo mostrar o bebê ao cão logo no primeiro dia
Mito. Vá com calma. Se for possível, perfeito. Se a situação ainda não estiver sob controle, deixe o cão entender melhor o que está acontecendo. Preocupe-se mais em criar situações positivas para o cão com a presença do bebê, do que colocá-los juntos logo no 1º dia.
7. Cachorro mimado sofre mais  quando perde o status de ‘filho único’
Verdade. O cão perdeu o status de preferido da casa. Não porque sua família não tem mais interesse pelo cão. Simplesmente porque os pais precisam dividir o tempo disponível com o bebê, que demanda atenção em tempo integral.
8. Posso deixar meu bebê sozinho com meu cão, pois já são amigos
Mito. Jamais deixe uma criança sem a supervisão de um adulto junto de um cão. O comportamento da criança pode ser imprevisível (puxar o rabo, apertar as orelhas, etc) em situações nas quais seu cão ainda não fora ‘testado’.
9. Devo ensinar meu cão a ser mais independente e a ficar sozinho
Verdade. Não é sinal de falta de amor ensinar independência ao cão. É torná-lo apto para sua inserção num ambiente humano. Com um bebê em casa, o tempo dos pais estará quase que exclusivo aos cuidados de banho, alimentação, descanso e, ainda, suas atividades domésticas.
10. Mostrar roupinhas e objetos do bebê ajuda no processo de adaptacão
Verdade. Excelente atitude! Mostrar o carrinho do bebê, deixar o cão cheirar as roupinhas, permitir que ele tenha acesso aos brinquedos e outros objetos diminuem a curiosidade do cão a estes pertences que passam a ser normais na rotina da casa.
11.Preciso dessemsibilizar o cão ao toque (orelha, rabo, patas…)
Verdade. Quando a criança estiver em fase de engatinhar ou andar, ela tenderá a se apoiar no cão. Ou, mesmo brincando e sem intenção de machucar, ela poderá puxar os pelos do cão. É necessário que ele já esteja acostumado a este tipo de toque.

 

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