Dia do Coração: médico alerta sobre o risco das fortes emoções

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*por Eduardo Campbell

dr-eduardo-campbell Celebrado ontem, em 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração é muito mais que uma mera data  comemorativa e tem como objetivo chamar a atenção de todos para um assunto importantíssimo: as  doenças cardiovasculares são as principais motivadoras de mortes no mundo, de acordo com a  Organização Mundial da Saúde (OMS).  Por esse motivo, é bom tomar alguns cuidados com o coração,  sobretudo nos momentos de fortes emoções.

 Por isso, diante de situações que despertem emoções, fique atento aos seguintes sintomas: palpitações,  tontura, dor no peito, mal-estar e ansiedade excessiva. Caso identifique algum deles, busque um médico o  quanto antes para esclarecer o quadro e evitar problemas mais graves. O lado emocional é aflorado de  diferentes formas em cada ser humano.

Perdas, nascimentos, datas comemorativas, finais de campeonato de futebol e até uma rápida volta na montanha russa podem despertar muita emoção, fazendo com que o corpo reaja como se estivéssemos em situação de perigo. Nesses casos, ocorrem diversas modificações cardiovasculares, estimuladas principalmente pela liberação de adrenalina.

Entre os efeitos desse hormônio, pode-se destacar a redução do diâmetro das veias e artérias, no intuito de aumentar o fluxo de sangue para órgãos nobres como o cérebro e o coração, que passa a bater mais rápido e com mais intensidade. O aumento da frequência cardíaca e da força da contração provoca uma maior necessidade de nutrientes e de oxigênio. Caso o indivíduo tenha um estreitamento das artérias do coração, ele não conseguirá suprir essa necessidade maior de energia, e poderá manifestar dor no peito (angina pectoris) ou até mesmo infarto agudo do miocárdio.

No entanto, independentemente de momentos emocionantes e de estresse serem frequentes na sua vida ou não, é preciso cuidar do coração sempre. Visitas de rotina ao cardiologista são essenciais para manter a sua saúde em dia e também para fazer ajustes das medicações para hipertensão arterial (HAS), insuficiência cardíaca, arritmias, doença arterial coronariana, entre outras.

*Eduardo Campbell é cardiologista do Hospital San Paolo, centro hospitalar de média complexidade da Zona Norte de São Paulo (SP).

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