Em artigo exclusivo, pedagoga pergunta: É difícil dizer não?

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*por Cintia Helena Franco Pattaro

CintiaPalavra pequena, mas que muitas vezes é difícil pronunciá-la nas relações com os filhos, no trabalho, na família, com amigos, vizinhos e conosco mesmo. Não é difícil pensar nessa palavra, mas é difícil dizê-la. Quando falamos a palavra “não”, determinamos discórdia, limite, tristeza, raiva e uma possível contestação. O “não” pode criar desordem e desequilibrar comportamentos, talvez seja por isso que evitamos dizer. Em relação à sociedade, essa palavra gera disciplina e submissão, levando o indivíduo a negar suas vontades e a atender a vontade do outro. Na nossa sociedade atual esse comportamento é questionado, já que “gritamos” para provar que queremos o nosso espaço, sendo assim cada dia mais difícil lidar com o “não”.
Observamos isso com nossas crianças, enquanto estamos dizendo “sim” para tudo, está tudo bem, quando passamos a negar algo, tudo virará uma loucura familiar.
Pensemos juntos: precisamos estabelecer com nossos filhos a importância e a função da palavra “não” em nossas vidas. Também precisamos ensiná-los que ao ouvirem a palavra “não” devem parar para pensar o porquê estamos negando aquela situação. E em seguida, debater, dialogar e fazer negociações.Dessa forma, levamos nossos filhos a serem críticos e argumentativos, além de se transformarem em grandes negociadores.Em uma mudança de atitude desenvolvemos neles muitos valores e equilíbrio emocional.
Valores como saber ouvir, saber pensar no ponto de vista do outro, respeitar, criar, argumentar, amar, entender, negociar e ceder acabam alicerçando a personalidade de nossos filhos, os tornando seres humanos muito mais resolvidos e felizes no futuro. Então vamos tentar agir diferente ao dizermos a palavra “não” para qualquer situação ou pessoa. Vamos fazê-la refletir que não precisa ficar brava ou chateada conosco, basta discutirmos maneiras de reverter aquele “não” em “sim”. Esse “sim” pode acontecer nas mesmas situações ou em outras, no mesmo momento ou em outro, o importante é chegarmos a uma negociação.
Esse comportamento será transmitido para todos os lugares onde nossos filhos passarem, principalmente no espaço escolar, local em que passa grande parte do tempo. Lá, com certeza, saberá lidar com os limites e regras, não se sentindo tolhido e nem rebaixado, mas sim, fortalecido nas discussões, argumentações e negociações, além de servir de modelo para outros colegas.
Não vamos esquecer que é função familiar ensinar para nossos filhos os valores e alicerce emocional. Já o ambiente escolar tem como função o conhecimento, as relações sociais (ajustar e equilibrar a convivência com a diversidade, seja em comportamento, em saberes e em atitudes). Mas garanto que com os valores bem formados, essas crianças serão totalmente felizes!!!!!! E nós, realizados!!!!!!!!!

por Cintia Helena Franco Pattaro é mestre em Administração, Comunicação e Educação, diretora da Escola Infantil Espaço da Aprendizagem e professora Universitária no curso de Pedagogia da USCS.

 

 

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