Oportunidades na crise: RGE lança olhar empreendedor sobre São Caetano

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Camargo: presidente da RGESCS

Em 500 anos de história, o Brasil vive, certamente, um dos momentos de maior desafio para  sua força de trabalho. Dos tempos remotos da escravidão; passando pelo desenvolvimento  industrial; avanços nos direitos dos trabalhadores; criação da relação Pessoa Jurídica com  Pessoa Jurídica como opção ao modelo CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), que garante  a carteira de trabalho assinada, chegamos a uma nova proposta de modelo de trabalho: o  empreendedorismo.Para muitos especialistas de negócio, este será o futuro do Brasil.Em  cidades como São Caetano do Sul, com pequena área geográfica e população em torno dos    160  mil habitantes, empreender, por vezes, parece um exercício de cópia e não de inovação, já   que muitos novos negócios tentam apenas seguir o rastro de sucesso dos pioneiros.  Mas, com  a  devida orientação é possível encontrar um sem fim de oportunidades.  Parafraseando o    empresário Jorge Paulo Lemman, o presidente da Rede Global de Empreendedorismo de São     Caetano do Sul –  iniciativa da Endeavor, uma das maiores fomentadoras do  empreendedorismo  “mundial -, Alan Camargo, afirma: “o empreendedorismo irá salvar o  Brasil”.Segundo Camargo, a  citação de Lemman é cada vez mais atual, haja vista as dificuldades    econômicas que o país tem  enfrentado nos últimos anos e que ainda sofrerá nos próximos, mas,  principalmente, para  atender a uma tendência mundial de inovação nos negócios. “No Brasil,  apenas 0,7% das  empresas apresentam crescimento acima dos 20% ao ano, numa sequência de  três anos.
Essas  empresas têm um impacto enorme na economia, pois são responsáveis por gerar  48,5% dos  novos empregos e um incremento de 10% ao PIB”, informa.

Milani

Profº Milani em palestra na USCS

Portanto, segundo    Camargo,  incentivar empreendedores oferecendo respaldo de informação, compartilhando    experiências e  lutando pela melhora do ambiente de negócios fará com que mais empresas de alto crescimento apareçam, com o fundamental impacto para o desenvolvimento econômico. “A Rede Global do Empreendedorismo nasceu para oferecer apoio permanente aos empreendedores da cidade. E, em especial, neste momento de crise econômica com desemprego, queremos contribuir com informações que minimizem os riscos de insucesso do empreendedor local”, afirma o presidente da RGE São Caetano. “O momento econômico é propício para que o tema empreendedorismo venha à tona, com muito vigor. Contudo, é importante ressaltar que o sonho de iniciar um negócio, sem planejamento, pode se tornar um pesadelo.O planejamento, baseado em pesquisa, é fundamental.  Ao escrever e detalhar os passos para iniciar um negócio perceberá armadilhas comuns aos marinhos de primeira viagem, já que nem toda ideia é uma oportunidade lucrativa de negócio. Às vezes, é somente uma ideia”, alerta o professor e coordenador do projeto Empreender da Universidade de São Caetano do Sul (USCS), Luiz Milani.

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Cortella: SCS precisa reinventar sua vocação

Oportunidade – Para o também professor e filósofo, Mário Sergio Cortella, São Caetano do Sul pode trabalhar em dois focos de empreendedorismo: reinventar sua vocação industrial e estimular novos negócios efetivamente criativos. “O empreendedor deve ter atenção para fazer aquilo que ainda não foi feito, sem cair na tentação da redundância através da repetição de tipo de negócio”, diz Cortella. Porém, a vocação industrial da cidade, segundo ele, é possível ser revigorada se for pensada de forma diferente e inovadora. “O microondas é uma inovação do forno à lenha”, exemplifica Cortella, que aproveita para sentenciar: “é na crise que conhecemos os bons”.

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