Ousadia: desempregados devem se inspirar na Geração Y

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*Lupércio Aparecido Rizzo

lupercio Quero começar este artigo com o seguinte questionamento: você faz parte ou conhece alguém que  engrossa a lista, segundo dados oficiais, dos 12 milhões de brasileiros desempregados? Se a  resposta for sim, minha sugestão é que você avalie alguns pontos essenciais para virar o jogo, pois  vivemos tempos incertos e a economia do Brasil ainda vai demorar para reaquecer a ponto de  reabsorver tanta mão de obra. Porém, uma das máximas dos grandes pensadores em gestão ao redor do  mundo é de que, na crise,  surgem grandes oportunidades. Pois então, eu o convido a lançar um olhar  de lince sobre novas demandas do mercado de trabalho. E mais do que isso, tente quebrar  paradigmas quanto à escolha de profissões convencionais como medicina, direito e engenharia, as  campeãs na disputa por vaga nas universidades. Sonhar em ser médico, advogado ou engenheiro é  pertinente e, muitas vezes, está dentro do pacote de sonhos da realização familiar. Mas, quando  resolvemos pensar “fora da caixa”, temos de considerar outras possibilidades que possam nos remeter a ambientes menos competitivos e tão prazerosos quanto ou até mesmo para rumos totalmente distintos, porém que nos exibe um mundo repleto de realizações pessoais e profissionais.

A dica que quero enfatizar, na verdade, é que assim como são áreas competitivas para se disputar uma vaga, as profissões tradicionais exigem que o formando seja diferenciado para conquistar o tal “lugar ao sol”, já que o mercado não tem vagas em oferta na quantidade das centenas de médicos, advogados e engenheiros que são graduados anualmente. Além disso, ainda que você tenha absoluta certeza do seu sonho e esteja disposto a estar entre os melhores, o clima econômico que o país enfrenta pode não permitir o financiamento do seu curso neste momento ou, numa segunda hipótese, se você já é formado e tem experiência em alguma profissão que tenha sido extremamente afetada pela crise, pode ser a hora de rever suas habilidades para outras áreas profissionais.

Dia desses, recebi um professor vindo da Alemanha para um estágio aqui no Brasil. Nosso destino era uma sala de reuniões no décimo segundo andar de um prédio comercial, na região central de São Paulo. Usamos, evidentemente, o elevador e, dentro do mesmo, uma ascensorista nos atendeu com um sorriso muito gentil. Contudo, ao descermos, nosso visitante perguntou intrigado qual era a função daquela pessoa, pois ele nunca tinha sido atendido por um profissional encarregado, exclusivamente, de apertar os botões no elevador. Esse relato dá conta do cenário que se avizinha. Muitas profissões estão destinadas ao desparecimento em pouco tempo.  E dentre as profissões mais bem remuneradas atualmente, muitas não existiam há dez anos. Por isso, capacitação e formação são palavras de ordem, para que você possa aproveitar as oportunidades da crise. A capacitação se aproxima do aprendizado de competências e, a formação, por sua vez, de algo mais amplo. Analogamente, estamos falando dos cursos técnicos e das faculdades.

Em que pese o fato da formação acadêmica ser fundamental, dadas as mudanças nos processos produtivos, os cursos técnicos têm se tornado cada vez mais uma opção de resultado. Rápidos, dinâmicos, muitas vezes mais baratos e antenados com o mercado, podem ser uma opção atraente para quem precisa se recolocar no mercado ou para quem, simplesmente quer manter sintonia com as tendências. Outra boa opção de mudança na carreira, são as especializações. Segundo dados do portal Brasil, a empregabilidade dos cursos técnicos é, em média, 40% superior se comparada aos cursos superiores. Existem inúmeros cursos técnicos de ótima qualidade, especialmente os oferecidos pelo sistema “S”, SENAC E SENAI, que contam com excelente aceitação pelas empresas e contam com preços acessíveis quando considerado o tempo de duração e a maior empregabilidade.  Temos muito a aprender com a flexibilidade da Geração Y, movida a frequentes e novos desafios. Desafie-se a reconhecer e investir em talentos que possam estar adormecidos dentro de você e reinvente sua roda da vida!

 *Doutorando em Educação pela USP, Mestre em Educação e pós-graduado em Docência Universitária pela UNINOVE e Pedagogo pela FATI – São Caetano do Sul. Coordenador de cursos de Pós-Graduação lato sensu na área da educação no SENAC Santo André.Pesquisador da Capes/ Inep com participação em pesquisas voltadas à educação e inclusão social.  Consultor e palestrante em eventos e congressos direcionados à educação, gestão intelectual e formação de professores.

 

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